Pedido de vaga por áudio vira requisição estruturada
Em produção
O problema
Requisições de pessoal chegavam ao RH por e-mail, WhatsApp e áudio, cada gestor descrevendo a vaga do seu jeito. Faltava informação, sobrava ambiguidade, e o RH gastava dias perguntando de volta o que já poderia ter vindo na primeira mensagem.
A decisão
Obrigar o gestor a preencher um formulário resolveria no papel e falharia na prática — ele continuaria mandando áudio. A decisão foi aceitar a mensagem no formato em que ela já chega e usar um modelo de linguagem para estruturá-la, devolvendo ao RH uma requisição com os campos preenchidos e um indicador de confiança por campo. O gestor não muda de hábito; o RH recebe estrutura.
O resultado
A requisição chega estruturada, com o custo, o tempo e a confiança de cada extração registrados. O que a IA não conseguiu determinar aparece marcado, para ser confirmado por uma pessoa — nunca preenchido por adivinhação.
Detalhe técnico
O detalhe de engenharia que vale mencionar não é a IA, é o teste de arquitetura. As cinco camadas do sistema não dependem de disciplina de quem escreve: existe um teste que percorre os imports e reprova qualquer um que atravesse a fronteira errada. A regra de arquitetura deixa de ser documento e passa a ser código que falha.
O rastro de cada chamada ao modelo — custo, latência e confiança — fica gravado. Sem isso, “a IA errou” é uma frase sem meio de verificação.