Férias e cobertura de posto, no mesmo cálculo
Em produção
O problema
Em terceirização, férias não são um saldo de dias. Cada posto de trabalho tem cobertura contratual obrigatória, então aprovar férias sem planejar o substituto deixa posto descoberto — o que quebra contrato com o cliente. Adiar demais gera multa por férias vencidas. A diretoria precisava responder "quantos intermitentes preciso em setembro?" e não tinha onde olhar.
A decisão
Nenhum sistema de mercado cruza as duas coisas, porque para o software genérico férias é um módulo de RH e escala é um módulo de operações. A decisão foi tratar os dois como o mesmo problema desde o modelo de dados: uma solicitação de férias só existe junto da pergunta "quem cobre este posto, e quanto custa". Isso mudou tudo o que veio depois — inclusive a decisão de nunca apagar registro histórico, apenas encerrar e criar, porque a contagem de período aquisitivo precisa sobreviver a qualquer correção cadastral.
O resultado
Ao aprovar férias, o sistema mostra o vão de cobertura, sugere o substituto e compara o custo de contratar um intermitente com o de aproveitar um ferista já no quadro. A diretoria pergunta em português e recebe a projeção de demanda por mês.
Detalhe técnico
O motor de cobertura é o que separa este sistema de um controle de férias comum. Ele parte do calendário de escala de cada posto, cruza com os períodos solicitados e devolve não apenas onde falta gente, mas quanto custa cada forma de resolver.
A validação legal ficou embutida no modelo, não em uma tela de alerta: o período aquisitivo, o limite de fracionamento e o prazo de gozo são calculados a partir dos registros históricos, que por isso nunca podem ser apagados. Correção cadastral encerra o registro anterior e cria um novo, preservando a linha do tempo.