Admissão sem papel, feita pelo celular
Em produção
O problema
Uma empresa de terceirização admitia pessoas com um formulário de 50 perguntas que não podia ser salvo pela metade. Documento chegava por WhatsApp, ficha era impressa, assinatura colhida à caneta e o dossiê montado à mão. Cada admissão levava semanas — para um público em que boa parte só tem o celular como computador.
A decisão
Antes de escrever código, foi preciso entender por que o processo era daquele jeito: o formulário longo existia porque a folha de pagamento exigia campos que ninguém sabia explicar, e o papel existia porque a assinatura precisava ter valor jurídico. Duas decisões saíram daí. A primeira foi quebrar o formulário em etapas com salvamento a cada campo, para que a pessoa possa parar e voltar. A segunda foi construir a assinatura eletrônica em casa, com manifesto de evidências no próprio PDF e verificador público por QR code, em vez de contratar serviço de terceiro.
O resultado
A pessoa é admitida pelo celular, sem senha e sem imprimir nada. Os documentos são capturados pela câmera com moldura guiada, o sistema sugere o preenchimento por leitura óptica sem nunca sobrescrever o que a pessoa digitou, e o dossiê sai pronto para os dois sistemas de folha usados pelo cliente — um com 28 colunas, outro com 97.
Detalhe técnico
A assinatura eletrônica foi a decisão mais difícil. Contratar um serviço pronto resolveria em uma semana, mas criaria dependência permanente de um terceiro para uma operação que acontece todo dia. Construir em casa exigia entender a Lei 14.063/2020 e o que, na prática, torna uma assinatura eletrônica simples defensável: registro de quem assinou, quando, de onde, e prova de que o documento não mudou depois.
O manifesto de evidências vai dentro do próprio PDF — hash do conteúdo, endereço de origem, dispositivo e data — e qualquer pessoa pode conferir pelo QR code impresso no documento, sem precisar de conta no sistema.